Ainda estou aqui.
Com cinco estatuetas, ‘Anora’ foi o grande vencedor da noite, marcada também pelo inédito Oscar brasileiro, para ‘Ainda Estou Aqui’, considerado o Melhor Filme Internacional.
O Brasil fez história ao ganhar seu primeiro Oscar, o de melhor filme internacional, com Ainda Estou Aqui. O longa, ambientado no período militar, venceu a disputa com o musical Emilia Pérez, indicado em 13 categorias, mas que levou apenas duas estatuetas, após ser envolvido em polêmicas e críticas.
O Brasil ganhou sua primeira estatueta da história neste domingo (02/03) na 97º edição do Oscar, o prêmio mais importante do cinema mundial.
Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, foi o vencedor na gategoria de melhor Filme Internacional.
A produção brasileira havia recebido no total três indicações ao Oscar 2025, incluindo também Melhor Filme — a primeira vez que um filme nacional foi indicado à categoria — e Melhor Atriz, com Fernanda Torres no Filme Ainda Estou Aqui.
Entretanto, nessas duas categorias, o longa brasileiro foi derrotado por Anora e sua protagonista, Mikey Madison.
Anora, uma tragicomédia sobre uma stripper de Nova York que vive um romance tórrido com um jovem herdeiro russo, foi o grande destaque da cerimônia do Oscar, neste domingo 2, que a consagrou com o prêmio de Melhor Filme.
Anora foi consagrado o grande vencedor desta edição, levando cinco prêmios — além de Melhor Filme e Melhor Atriz, também Melhor Direção, Roteiro Original e Melhor Edição.
O diretor do filme, Sean Baker, subiu quatro vezes ao palco da cerimônia para receber o prêmio e discursar.
Na categoria Melhor Filme Internacional, o longa-metragem de Walter Salles desbancou Emilia Pérez na contramão de outras premiações como o Bafta, o “Oscar britânico”.
Oscar:
‘Ainda estou aqui’ – Fernanda Torres não leva Oscar de Melhor Atriz.
Brasileira competia contra Demi Moore (“A Substância”), Mikey Madison (“Anora”), Cynthia Erivo (“Wicked”) e Karla Sofía Gascón (“Emilia Pérez”); vencedores foram anunciados neste domingo (2)
Ainda estou Aqui – Se tivesse vencido, a brasileira teria se tornado a primeira latina e a primeira brasileira a conquistar o prêmio. Além disso, seria a terceira atriz a receber essa honraria por uma performance em um filme estrangeiro, juntando-se a Sophia Loren, que venceu em 1962 por “Duas Mulheres”, e Marion Cotillard, que ganhou em 2008 por “Piaf – Um Hino ao Amor”.